O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou dia 1º de dezembro um parecer aprovando a cirurgia bariátrica para pacientes portadores de Diabetes Mellitus tipo 2, sem adequada resposta ao tratamento clínico convencional.

De acordo com o Dr. Cláudio C. Mottin, cirurgião e coordenador do COM, o Centro já realiza este procedimento desde 2007, seguindo rígidos protocolos de pesquisa, como Centro de Excelência em Cirurgia Bariátrica.

"Nossa experiência comprova que entre 76 e 88% dos pacientes com DM2 que passam pela cirurgia metabólica apresentam remissão da doença. Ou seja, uma normalização durável das taxas de açúcar no sangue, deixando de tomar medicamentos para a diabetes. Os restantes tem expressiva melhora da glicemia e com menos medicamentos. Com esta medida o CFM coloca o Brasil ao lado de países como a Inglaterra e os Estados Unidos, que já entenderam a importância de oferecer a cirurgia como opção terapêutica."

Entenda a Cirurgia Bariátrica e Metabólica sobre a Diabetes:
A cirurgia metabólica provoca mudanças anatômicas no trato digestivo que alteram os mecanismos envolvidos na regulação do metabolismo do açúcar no sangue. Por consequência promove restauração do pâncreas com aumento da secreção da insulina e aumento da sensibilidade dos tecidos a este hormônio que é responsável pela regulação das taxas de açúcar no sangue. Além disso, faz com que ocorra perda de peso que é fator perpetuador da diabetes. A cirurgia promove ainda a alteração da flora intestinal (microbiota), do fluxo da bile no intestino e modifica a produção dos hormônios intestinais impactando na fome, saciedade, resistência insulínica e função pancreática.

Todos estes fatores têm importância não apenas na melhora do diabetes, como também nas taxas de gordura no sangue, hipertensão arterial e inúmeras outras doenças.
A liberação do CFM é somente para equipes multidisciplinares treinadas em operar e cuidar de diabéticos e o COM já está hoje com 10 anos no tratamento cirúrgico de diabéticos com peso menor.


Enfim, estamos prontos para estes pacientes e com a expertise necessária.

Os dados demonstram um crescimento acentuado na quantidade de pessoas diagnosticadas com diabetes e destaque para as mulheres que apresentaram um aumento ainda maior.

 

Parece que o estilo de vida das grandes cidades contribui para o aumento da doença. Os dados mostram que a maior incidência está localizada em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro e a cidade com menor quantidade de diabéticos é Boa Vista.

 

 

O aparecimento da doença aumenta com a idade e é quase 3 vezes maior entre os que possuem menor escolaridade.

 

 


 

Com relação a hipertensão arterial os dados também demonstram um aumento acentuado na incidência da doença atingindo principalmente as mulheres. Destaque para os cariocas onde 31% da população são hipertensos.

 

 

 

 

 

 

Fonte: VIGITEL - Vigilância de fatores de risco e proteção para Doenças Crônicas por inquérito telefônico - Sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) do Ministério da Saúde.

Entre fevereiro e dezembro de 2016 foram entrevistados por telefone 53.210 pessoas com mais de 18 anos nas capitais do país para a realização da pesquisa "Mudança de hábito impacta nas doenças cardiovasculares: Brasil está na transição da desnutrição para a obesidade".

 

O tratamento nutricional do Diabetes Mellitus tem por objetivo o controle metabólico da doença, dentre este o controle da glicemia.

CONTROLE DA GLICEMIA = CONTROLE DO NÍVEL DE AÇÚCAR NO SANGUE

Hiperglicemia: altos níveis de açúcar no sangue, as suas causas são:

  • Uso inadequado de insulina.
  • Resistência à insulina ou aumento da ingestão alimentar.
  • Os sintomas incluem aumento da sede, perda de peso, urinar frequente.

Hipoglicemia: baixos níveis de açúcar no sangue, as suas causas são:

  • Efeito rebote: Após ingestão de alta concentração de açúcares, por hiperinsulinemia.
  • Ingerir menos que a quantidade prescrita, atrasar ou omitidos uma ou mais refeições;
  • Exercícios vigorosos ou continuados sem os cuidados necessários;
  • Má absorção da quantidade de alimentos ingeridos, por situações de vômito e/ou diarréia.
  • Ingestão de álcool sem alimentos.

O Índice Glicêmico (IG) é um indicador da taxa de absorção dos carboidratos presentes nos alimentos e demonstra a taxa de glicose sanguínea, se altera após a ingestão dos alimentos em um determinado tempo. Classifica a velocidade/rapidez com que o carboidrato de um alimento é digerido, absorvido e usado pelo organismo. Quanto, mais lento é esse processo, mais baixo é o IG dos alimentos e mais tempo levará para você sentir fome novamente.

Alimentos com Índice Glicêmico moderado e baixo: em geral são mais difíceis de serem absorvidos, o que prolonga a sensação de saciedade e evita o aumento repentino e intenso de glicose no sangue; ajudam a melhorar o controle da glicose na corrente sanguínea e a reduzir taxas elevadas de triglicerídeos; aumentam a resistência do corpo durante a prática de exercícios se ingeridas antes das atividades físicas prolongadas e extenuantes.

Alimentos com Índice Glicêmico alto: são rapidamente digeridos e absorvidos pela corrente sanguínea sob a forma de glicose; fazem o pâncreas liberar mais insulina para metabolizar o excesso de glicose no sangue; provocam uma sensação de saciedade de pouca duração, que logo é substituída por nova sensação de fome; favorece o acúmulo de gordura nas células e com isso o ganho de peso.