Os dados demonstram um crescimento acentuado na quantidade de pessoas diagnosticadas com diabetes e destaque para as mulheres que apresentaram um aumento ainda maior.

 

Parece que o estilo de vida das grandes cidades contribui para o aumento da doença. Os dados mostram que a maior incidência está localizada em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro e a cidade com menor quantidade de diabéticos é Boa Vista.

 

 

O aparecimento da doença aumenta com a idade e é quase 3 vezes maior entre os que possuem menor escolaridade.

 

 


 

Com relação a hipertensão arterial os dados também demonstram um aumento acentuado na incidência da doença atingindo principalmente as mulheres. Destaque para os cariocas onde 31% da população são hipertensos.

 

 

 

 

 

 

Fonte: VIGITEL - Vigilância de fatores de risco e proteção para Doenças Crônicas por inquérito telefônico - Sistema de Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) do Ministério da Saúde.

Entre fevereiro e dezembro de 2016 foram entrevistados por telefone 53.210 pessoas com mais de 18 anos nas capitais do país para a realização da pesquisa "Mudança de hábito impacta nas doenças cardiovasculares: Brasil está na transição da desnutrição para a obesidade".

 

O tratamento nutricional do Diabetes Mellitus tem por objetivo o controle metabólico da doença, dentre este o controle da glicemia.

CONTROLE DA GLICEMIA = CONTROLE DO NÍVEL DE AÇÚCAR NO SANGUE

Hiperglicemia: altos níveis de açúcar no sangue, as suas causas são:

  • Uso inadequado de insulina.
  • Resistência à insulina ou aumento da ingestão alimentar.
  • Os sintomas incluem aumento da sede, perda de peso, urinar frequente.

Hipoglicemia: baixos níveis de açúcar no sangue, as suas causas são:

  • Efeito rebote: Após ingestão de alta concentração de açúcares, por hiperinsulinemia.
  • Ingerir menos que a quantidade prescrita, atrasar ou omitidos uma ou mais refeições;
  • Exercícios vigorosos ou continuados sem os cuidados necessários;
  • Má absorção da quantidade de alimentos ingeridos, por situações de vômito e/ou diarréia.
  • Ingestão de álcool sem alimentos.

O Índice Glicêmico (IG) é um indicador da taxa de absorção dos carboidratos presentes nos alimentos e demonstra a taxa de glicose sanguínea, se altera após a ingestão dos alimentos em um determinado tempo. Classifica a velocidade/rapidez com que o carboidrato de um alimento é digerido, absorvido e usado pelo organismo. Quanto, mais lento é esse processo, mais baixo é o IG dos alimentos e mais tempo levará para você sentir fome novamente.

Alimentos com Índice Glicêmico moderado e baixo: em geral são mais difíceis de serem absorvidos, o que prolonga a sensação de saciedade e evita o aumento repentino e intenso de glicose no sangue; ajudam a melhorar o controle da glicose na corrente sanguínea e a reduzir taxas elevadas de triglicerídeos; aumentam a resistência do corpo durante a prática de exercícios se ingeridas antes das atividades físicas prolongadas e extenuantes.

Alimentos com Índice Glicêmico alto: são rapidamente digeridos e absorvidos pela corrente sanguínea sob a forma de glicose; fazem o pâncreas liberar mais insulina para metabolizar o excesso de glicose no sangue; provocam uma sensação de saciedade de pouca duração, que logo é substituída por nova sensação de fome; favorece o acúmulo de gordura nas células e com isso o ganho de peso.