Nos dias 22 e 23 de agosto estivemos no LATIN AMERICA FORUM 2017 MASTERS.
 
Numa iniciativa da Ethicon o evento ofereceu Palestras e experiências práticas e debates para melhorar os resultados de vários procedimentos cirúrgicos e discutir os novos procedimentos da cirurgia bariátrica. O Dr. Cláudio C. Mottin participou de diversas palestras e workshops nos quais o fundamento foi a exploração de novas maneiras para melhorar os resultados cirúrgicos e os novos procedimentos.
 
"Permanentemente estamos atualizando nossas tecnologias e conhecimento para oferecer o melhor para os nossos pacientes."
Dr. Mottin.
 
 
    
 
 
 

A cirurgia bariátrica poderá, em breve, ganhar novas regras que a tornarão mais abrangente. O Conselho Federal de Medicina (CMF) publicou na quarta-feira, 01/11/2017 um parecer que facilita a realização do procedimento por diabéticos.

Atualmente, são candidatos à cirurgia os pacientes obesos que tenham Índice de Massa Corporal (IMC) maior que 40 ou superior a 35 com comorbidades associadas como diabetes e hipertensão. Com o parecer publicado pelo CFM para a proposta que havia sido recebida em janeiro, a cirurgia bariátrica passa a ser também aceita como opção de tratamento para o diabetes tipo 2 em pacientes com IMC entre 30 e 34,9.

Para a realização do procedimento também é necessário ter entre 30 e 70 anos, menos de 10 anos de diabetes e não ter respondido adequadamente ao tratamento clínico com medicamentos e mudanças no estilo de vida.

- O reconhecimento da cirurgia metabólica para pacientes diabéticos significa que, a partir de agora, aqueles com IMC entre 30 e 35 com créditos bem estabelecidos poderão ser submetidos à cirurgia para melhorarem suas doenças. As cirurgias reconhecidas já estão estabelecidas há muito tempo pelo CFM: bypass gástrico e gastrectomia vertical (sleeve) - diz o Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Caetano Marchesini.

Clique aqui e conheça o parecer na íntegra.

O XVIII Congresso Brasileiro de Cirurgia Bariátrica ocorreu em Florianópolis, entre os dias 4 e 8 de outubro e discutiu temas atuais e relevantes do dia a dia do cirurgião bariátrico e integrantes de sua equipe de especialidades associadas. O Dr. Alexandre Padoin, cirurgião do COM, participou de mesas que discutiram temas sobre as diversas técnicas cirúrgicas, a Fisioterapeuta Carolina Boeira Vargas participou de discussões sobre fisioterapia aplicada ao tratamento da obesidade e proferiu palestra e o Dr. Rafael Ramos atuou como moderador na apresentação de temas livres sobre cirurgia bariátrica.
Os alimentos fonte de vitaminas do complexo B devem ter permanente presença no cardápio dos pacientes em pós operatório de cirurgia bariátrica, pois, comumente, devido à restrição gástrica e má absorção, observa-se a deficiência desses nutrientes. Nos exames sanguíneos realizados na rotina do pós-operatório verificam-se apenas as dosagens de ácido fólico e B12 (Cobalamina), assim podem-se detectar as demais carências apenas com os exames clínicos que devem ser mantidos em longo prazo.

As vitaminas do complexo B são denominadas como hidrossolúveis e por essa facilidade de se diluir em meio líquido possuem grande capacidade de perda por vias como: suor, saliva, urina, fezes. Em virtude disto necessitam de reposição diariamente através da alimentação. São elas:

B1 ou TIAMINA: auxilia no metabolismo dos carboidratos; favorece a absorção de oxigênio pelo cérebro; equilibra o sistema nervoso e assegura o crescimento normal. Sintomas de Carência: perda de peso e apetite; nervosismo; fraqueza muscular; distúrbios cardiovasculares, constipação, confusão, perda memória. Fontes Alimentares: carne de porco, nozes, lentilha, soja, gema de ovos. pães integrais, germe de trigo, peixe, frutas, feijões, cereais integrais, batatas, levedo de cerveja, fígado, amendoim, vísceras, leite, legumes raízes e pescado.

B2 ou RIBOFLAVINA: conserva os tecidos, principalmente os do globo ocular. Sintomas de Carência: dermatite seborréica; lesões nas mucosas, principalmente nos lábios e narinas; fotofobia (fobia a luz), visão borrada, catarata, depressão Fontes Alimentares: fígado, rim, lêvedo de cerveja, espinafre, berinjela, leite e derivados, ovo (gema), peixe, germe de trigo, amêndoas, verduras, cereais integrais, vegetais verdes folhosos.

B3 ou Niacina: auxilia processos metabólicos, convertendo a energia vinda dos carboidratos, proteínas e gorduras da alimentação para a utilização no organismo. Também, na forma de ácido nicotínico, age na redução do colesterol total e eleva o HDL colesterol. Sintomas de Carência: pele rachada e escamosa, diarréia, irritabilidade, depressão, tremores, fraqueza. Podendo causar demência e alucinações, Mau hálito, aftas, dermatite, diarréia, instabilidade emocional, fadiga, perda de apetite, fraqueza muscular, náuseas, e inflamações. Fontes Alimentares: carnes, aves, peixes, grãos inteiros, nozes, leite, ovos, milho (são fontes de triptofano, substância que no organismo se transforma em niacina).

B5 ou Àcido Pantotênico: necessário para converter carboidratos, gorduras e algumas proteínas em energia no organismo, além de participar da produção de alguns hormônios e da formação de hemoglobina e neurotransmissores (acetilcolina). Sintomas de Carência: severas dores e formigamentos dos pés, dores de cabeça, insônia, náuseas fadiga, depressão, cãibras abdominais. Dores, perda de cabelo, disfunção imune, irritabilidade, espasmos, má coordenação. Fontes Alimentares: carnes de órgãos, salmão, verduras, cereais integrais, ovos e fermento.

B6 ou piridoxina: permite a assimilação das proteínas, dos carboidratos e das gorduras. Importante na formação do triptofano e sua conversão para Niacina, também na formação da hemoglobina. Sintomas de Carência: anemia, dematite, inflação da língua e mucosa da boca, fraqueza, tontura, náuseas e vômitos, irritabilidade e depressão. Fontes Alimentares: fígado, peixe, carne de porco, soja, brotos de trigo, amendoim ou nozes, cereais integrais, batata, banana, aveia, gérmen de trigo, leite, ovos, maçã, levedo de cerveja, sementes de girassol, castanhas, feijão, farinha de aveia, melancia, abacate, manga e legumes, brócolis, espinafre.

Biotina: é importante em numerosos processos do organismo. É produzida pela nossa flora bacteriana intestinal além da quantidade desta vitamina que ingerimos via alimentar. Sintomas de Carência: anemia, dermatite, inflação da língua e mucosa da boca, fraqueza, tontura, náuseas e vômitos, irritabilidade e depressão. Fontes Alimentares: carnes de órgãos, farinha de soja, gema de ovo, peixe, nozes, queijo.

Ácido Fólico: em conjunto com a vitamina B12 é responsável por processos muito importantes no organismo. Sintomas de Carência: anemia; fraqueza, dores de cabeça, palpitação no coração, irritabilidade, diarréia, insônia, Fontes de Alimentares: verduras de folhas verdes, laranjas, legumes, nozes, fígado e carnes de outros órgãos e pães e cereais de trigo integral.

B12 ou cobalamina: colabora na formação das glóbulos vermelhos do sangue e na síntese do código genético. Auxilia na correta utilização do ácido fólico pelo organismo e assim colabora para a adequada função do sistema nervoso. Sintomas de Carência: anemia; perda de peso, palidez, e distúrbios psicológicos, formigamento nos pés e mãos, andar difícil, depressão, constipação. Fontes de Alimentares: alimentos de origem animal: fígado, rim de boi, carnes, pescado, frango, leite queijos, ostra, ovo, peixe, aveia e alimentos integrais.

• A suplementação é muito importante após a cirurgia e para o resto da vida.

A rápida perda de peso leva ao aumento transitório dos níveis de ácido úrico na circulação. Quando a hidratação não é suficiente poderá haver formação de litíase renal (pedra nos rins). Por este motivo, o consumo de líquidos deve ser monitorado para evitar que a urina fique muito concentrada.

DICAS SOBRE HIDRATAÇÃO

  • O consumo de líquidos deve ser de, no mínimo, 1.5 a 2 litros/dia;
  • A ingestão de líquidos deve ser em pequenas quantidades e nos intervalos das refeições e nunca durante, para evitar dilatação do estômago e interferência no processo digestivo.
  • A água deve ser consumida diariamente independente da sede do paciente.
  • Ter cuidado com os líquidos muito calóricos após o segundo mês de cirurgia, tais como: bebidas isotônicas, sucos naturais e refrigerantes.
  • Muitas vezes a sensação de fome é confundida com a sensação de sede, por isso beba líquidos 30 minutos antes das refeições, ajudará a manter o controle alimentar, evitando confusão entre as sensações de fome x sede.

BEBIDAS INDICADAS PARA HIDRATAÇÃO

  • Água;
  • Água de coco;
  • Chás (exceto chá preto);
  • Sucos artificiais dietéticos,
  • Sucos de gelatina dietéticos;

As FIBRAS DIETÉTICAS constituem a porção do alimento que se origina das paredes vegetais, elas não são digeridas pelas enzimas no trato digestório.

As suas funções são:

  • Regular o trânsito intestinal: elas têm a capacidade de reter água e de agregar-se às substâncias no intestino. Esta retenção de água faz com que as fibras contribuam para o aumento do peso e volume das fezes, acelerando sua passagem.
  • Alterar a microbiota (flora) intestinal saudável: através de componentes importantes, por exemplo, a inulina e fruto-oligossacarídeos (FOS), denominados prebióticos, são capazes de induzir efeitos fisiológicos importantes para a saúde.
  • Eliminar elementos tóxicos: ao agregar substâncias, elas conseguem eliminar os elementos que podem produzir câncer.
  • Contribuir na redução dos níveis de colesterol
  • Controlar a glicemia.

Existem dois tipos, solúveis e insolúveis:

  • Fibras Solúveis: são as que se dissolvem em água. São encontradas no feijão, lentilha, aveia, cevada, frutas e vegetais. Elas retardam o esvaziamento gástrico (promovem saciedade), melhoram o tempo de trânsito intestinal, diminuem a absorção de glicose e colesterol.
  • Fibras Insolúveis: não se dissolvem na água. Encontram-se no farelo de trigo, grãos integrais, verduras e legumes. Elas aumentam o bolo fecal e aceleram o trânsito intestinal.

Recomendações para Aumentar o Consumo de Fibras na Dieta:

  • Incluir leguminosas nas refeições: feijão, ervilha, lentilha, grão de bico;
  • Adicionar vegetais no recheio de sanduíches, tortas e sopas;
  • Substituir os alimentos refinados por alimentos integrais: 6 porções/dia;
  • Utilizar mais grãos integrais: farelos, trigo integral, arroz integral, germe de trigo, em sopas, saladas e pratos principais;
  • Consumir frutas em vez de sucos, pois eles possuem pouca quantidade de fibras.
  • Ao ingerir mais fibras, devemos ingerir ao menos 1,5 à 2l de água/dia.

O tratamento nutricional do Diabetes Mellitus tem por objetivo o controle metabólico da doença, dentre este o controle da glicemia.

CONTROLE DA GLICEMIA = CONTROLE DO NÍVEL DE AÇÚCAR NO SANGUE

Hiperglicemia: altos níveis de açúcar no sangue, as suas causas são:

  • Uso inadequado de insulina.
  • Resistência à insulina ou aumento da ingestão alimentar.
  • Os sintomas incluem aumento da sede, perda de peso, urinar frequente.

Hipoglicemia: baixos níveis de açúcar no sangue, as suas causas são:

  • Efeito rebote: Após ingestão de alta concentração de açúcares, por hiperinsulinemia.
  • Ingerir menos que a quantidade prescrita, atrasar ou omitidos uma ou mais refeições;
  • Exercícios vigorosos ou continuados sem os cuidados necessários;
  • Má absorção da quantidade de alimentos ingeridos, por situações de vômito e/ou diarréia.
  • Ingestão de álcool sem alimentos.

O Índice Glicêmico (IG) é um indicador da taxa de absorção dos carboidratos presentes nos alimentos e demonstra a taxa de glicose sanguínea, se altera após a ingestão dos alimentos em um determinado tempo. Classifica a velocidade/rapidez com que o carboidrato de um alimento é digerido, absorvido e usado pelo organismo. Quanto, mais lento é esse processo, mais baixo é o IG dos alimentos e mais tempo levará para você sentir fome novamente.

Alimentos com Índice Glicêmico moderado e baixo: em geral são mais difíceis de serem absorvidos, o que prolonga a sensação de saciedade e evita o aumento repentino e intenso de glicose no sangue; ajudam a melhorar o controle da glicose na corrente sanguínea e a reduzir taxas elevadas de triglicerídeos; aumentam a resistência do corpo durante a prática de exercícios se ingeridas antes das atividades físicas prolongadas e extenuantes.

Alimentos com Índice Glicêmico alto: são rapidamente digeridos e absorvidos pela corrente sanguínea sob a forma de glicose; fazem o pâncreas liberar mais insulina para metabolizar o excesso de glicose no sangue; provocam uma sensação de saciedade de pouca duração, que logo é substituída por nova sensação de fome; favorece o acúmulo de gordura nas células e com isso o ganho de peso.

O Cálcio é um dos mais importantes e estudados minerais do organismo, em virtude da sua relação com a formação e manutenção da massa óssea. Está distribuído da seguinte forma: 98% nos ossos; 1% nos tecidos; 1% nos dentes.

Função: força e estrutura dos ossos, contração muscular, transmissão de impulsos do sistema nervoso e cérebro, manutenção dos batimentos cardíacos, coagulação sanguínea e secreção de hormônios. O consumo de cálcio durante a vida é um pré-requisito para a saúde do osso, pois o cálcio é necessário para formação deste durante o crescimento e para a manutenção e integridade durante a fase adulta.

A deficiência de cálcio pode ocasionar: retardo no crescimento, raquitismo, osteopenia (10 a 25% perda massa óssea), osteoporose (superior a 25% perda de massa óssea), convulsões1, fadiga muscular, constipação, hipertensão. A osteopenia ocorre por prolongada baixa ingestão de cálcio que induz uma retirada do mineral dos ossos para manter o coração e os músculos funcionando adequadamente.

Fontes alimentares de cálcio: leite, iogurte e queijos são as fontes mais ricas em cálcio e de mais fácil absorção. Invista em alimentos à base de soja, ingerindo assim mais isoflavonas. Ex: grão de soja, farinha de soja, leite de soja, tofu. Vegetais verde escuro, leguminosas, amêndoas e sardinha são ótimas fontes de cálcio, apesar de não serem laticínios.

A vitamina D é importante para a fixação do Cálcio nos ossos, e para que ocorra a sua síntese, é necessário a exposição diária ao sol, no mínimo 15 minutos, antes das 10 horas da manhã ou após às 16 horas. Os alimentos fonte de vitamina D são os peixes e os alimentos fortificados (leites e cereais). Atenção, pois devido à bariátrica não são todos os tipos de suplementos a base de cálcio que são bem absorvidos no organismo, por isso melhor a suplementação deve ser seguida conforme a prescrição do médico ou nutricionista.

Nossos cabelos e unhas são constituídos pelo mesmo tipo de proteína que o nosso próprio corpo produz, a queratina, para produção normal é importante a ingestão de alimentos como, carne, leite e ovos, e outros. Esses alimentos são fornecedores de vitamina B12, que é essencial na formação de queratina. A sua ausência/deficiência também provoca a queda de cabelo e o enfraquecimento das unhas, além de outros problemas.

A queda de cabelo normalmente ocorre nos primeiros meses de pós-operatório (entre o 3º e 6º mês de pós-operatório). Isso é devido a diversos fatores como a própria perda de peso, baixa ingestão de proteínas, zinco, deficiência de vitamina D, stress, deficiência de biotina e deficiência de ácidos graxos essenciais (gorduras boas), e sua intensidade varia de pessoa para pessoa e devido à seu estado nutricional.

A queda de cabelo é passageira e não há relatos de calvície provocada pela cirurgia bariátrica, entretanto é fundamental acompanhamento médico e nutricional para reposição dos nutrientes necessários. Assim como os cabelos sofrem com a perda de vitaminas, as unhas também podem estar enfraquecidas no processo de desnutrição.

Para cabelos fortes e unhas saudáveis após a cirurgia bariátrica, é fundamental alimentação balanceada, rica em proteína e principalmente o uso de suplementos vitamínicos recomendados pela nutricionista e ou médico.

Proteína é um termo de origem grega que significa “de primeira importância”. Através desta denominação tão complexa já podemos perceber a sua importância na manutenção e propagação da vida. A proteína é considerada o maior componente funcional e estrutural de todas as células do organismo. Ela age na reparação e construção de tecidos, sendo essencial em dietas para perda de peso e na atividade física.

A molécula de proteína é construída a partir de seus aminoácidos. Entre estes, há oito que são chamados de essenciais, isto é, não são produzidos pelo nosso organismo, devem ser fornecidos pelos alimentos. Os outros 13 produzidos no organismo são chamados de não-essenciais.

  • Aminoácidos essenciais: Leucina, isoleucina, valina, triptofano, metionina, fenilalanina, treonina e lisina (a histidina é um aminoácido essencial na infância).
  • Aminoácidos não-essenciais: Alanina, arginina, ácido aspártico, aspargina, ácido glutâmico, cistina, cisteína, glicina, glutamina, hidroxiprolina, prolina, serina e tirosina Os aminoácidos essenciais contribuem consideravelmente para o aumento da resistência física, pois durante as atividades de longa duração são utilizados pelos músculos para fornecimento de energia. As proteínas podem ter:
  • Origem animal - ovos, o leite, a carne, o peixe e as aves. São consideradas fontes completas, pois possuem todos os aminoácidos essenciais em quantidades e proporções ideais para atender às necessidades orgânicas.
  • Origem vegetal - lentilhas, feijões, ervilhas, soja, etc. Estas são consideradas fontes incompletos em termos de conteúdo protéico e, portanto, possuem um valor biológico relativamente menor.
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